sábado, 24 de novembro de 2012


A Arte Popular no Universo Shakesperiano


O Programa Cultural Vivo EnCena traz a Porto Alegre o ator e produtor Claudio Fontana para debater A Arte Popular no Universo Shakesperiano.


Com mediação de Expedito Araujo, curador do Programa Vivo EnCena e pesquisador em gestão cultural, a discussão tem entrada franca e é baseada na relação da arte popular que integra e que se revela no universo de muitas obras de Shakespeare, tendo como ponto de partida a montagem de “Macbeth”, em cartaz na cidade, nos dias 23, 24 e 25 de novembro.

O teatro exerce importante influência nos movimentos culturais de uma cidade, e, desta forma, o Debates Vivo EnCena: A Arte Popular no Universo Skakesperiano pretende ampliar o olhar sobre as performances do cotidiano, descobrir as possibilidades de (re)significação a partir dos discursos dos convidados e refletir sobre o papel da arte em contextos específicos. De acordo com Expedito Araujo, o projeto exerce um papel fundamental que ultrapassa os limites dos palcos: “Em pauta está também o desejo de conhecer um pouco mais sobre o que está sendo feito em todas as regiões do país, como também vocações de determinadas regiões como espaços referenciais de compartilhamento e trocas artísticas a partir de projetos próprios que vão além do espetáculo” explica Araujo. “Sobretudo em Porto Alegre, onde o programa tem tido presença constante buscando se relacionar com os grupos locais, mesmo que ainda em estágio inicial. Teremos como convidado Claudio Fontana, ator do espetáculo “Macbeth”, que tem de direção de Gabriel Villela, mestre em trazer a arte popular para dentro da cena com o poder de comunicar e encantar àqueles que assistem suas criações. Com certeza será um debate primoroso, pois verticalizar este lugar no universo de Shakespeare, e que tanto se revela em Macbeth, é muito instigante” conclui.

A ação tem como objetivo a formação de plateia e de espectadores mais qualificada e também uma reflexão sobre o acesso ao conhecimento a partir das artes cênicas, já que o projeto sempre dialoga com um espetáculo do Programa Vivo EnCena, de forma continuada. No debate, o diálogo surge a partir da montagem de “Macbeth”, direção de Gabriel Villela.

Por meio de palestras e mesas redondas, o projeto Debates Vivo EnCena estimula o acesso ao conhecimento, reflexão e transformação a partir das inúmeras facetas relacionadas às artes cênicas. Dessa forma, em Porto Alegre, coloca em debate o tema A Arte Popular no Universo Shakesperiano. O encontro acontece no dia 24 de novembro, às 16h, com entrada franca no Café do Teatro, do Theatro São Pedro.

O Debates Vivo EnCena é uma oportunidade especial de o programa inserir a discussão sobre cultura e teatro dentro do cenário artístico atual, a partir de uma mostra singular e cada vez mais precursora para o público.

Sobre Claudio Fontana

Claudio Fontana é ator e produtor teatral. Fez seis anos de teatro amador em São Paulo no Esporte Clube Pinheiros e iniciou sua carreira profissional no teatro, em 1990 em “VEM BUSCAR-ME QUE AINDA SOU TEU”, de C. A. Soffredini, direção de Gabriel Villela, espetáculo que lhe rendeu o Prêmio APETESP de Revelação. A partir de então, alternou trabalhos em TV, teatro e cinema. Em teatro, destacam-se “MACBETH” (onde interpreta LADY MACBETH) e “ADIVINHE QUEM VEM PARA REZAR”, onde contracenou com PAULO AUTRAN; “PÓLVORA E POESIA”, “A PONTE E A ÁGUA DE PISCINA”, “FELIZ ANO VELHO” e “TRAÇAS DA PAIXÃO”, de Alcides Nogueira; “PÉROLA”, de Mauro Rasi e “ANDAIME”, de Sergio Roveri. Sob a direção de Gabriel Villela, “MARY STUART”, de Schiller, “A GUERRA SANTA”, de Luis Alberto de Abreu e “CALÍGULA”, de A. Camus (2010). Foi dirigido por Marcio Aurélio, Enrique Diaz, Elias Andreato, Mauro Rasi, José Possi Neto e Fernando Guerreiro. Na TV, gravou “REI DAVI”, minissérie na TV RECORD, onde interpretou JONATAS, “CIRANDA DE PEDRA”, “AMERICA”, a minissérie “UM SÓ CORAÇÃO”, “SEUS OLHOS”, “FERA FERIDA”, “AS PUPILAS DO SR. REITOR”, “DEUS NOS ACUDA”, “O AMOR ESTÁ NO AR”, entre outras. No cinema, fez “I HATE SÃO PAULO”, longa que participou da Mostra Internacional de São Paulo de 2003, e “ZICO, O FILME”, sobre a vida do ex-jogador. Estreou como produtor teatral de espetáculos em “UMA COISA MUITO LOUCA”, de Flávio de Souza. Em 2001, produziu e atuou em “PÓLVORA E POESIA”, de Alcides Nogueira, espetáculo vencedor de três Prêmios Shell, com o apoio do Prêmio Flávio Rangel da Secretaria de Estado da Cultura. Em 2002/2003, produziu e atuou em “A PONTE E A ÁGUA DE PISCINA”, com a atriz Walderez de Barros. Em 2005/2006, atuou e produziu “ADIVINHE QUEM VEM PARA REZAR”, com Paulo Autran, direção de Elias Andreato. Em 2007/8, produziu e atuou em “ANDAIME”, com Cássio Scapin. Em 2008, produziu POR UM FIO, de Drauzio Varella, com Regina Braga e Rodolfo Vaz. Em 2008/09/10 atuou e produziu “CALÍGULA”, com Thiago Lacerda e VESTIDO DE NOIVA, com Leandra Leal e Marcello Antony. Em 2011, produziu “CRÔNICA DA CASA ASSASSINADA”, de Dib Carneiro Neto, ESPETÁCULO VENCEDOR DO PRÊMIO CONTIGO DE MELHOR DRAMA baseado no livro de Lucio Cardoso, com Xuxa Lopes e “MOZART APAGA A LUZ”, infantil de Christine Rohrig sobre a vida do compositor austríaco e ainda HÉCUBA, de Eurípides, com a atriz Walderez de Barros. Em 2012, produz “MACBETH”, com Marcello Antony, direção de Gabriel Villela, e “HAMLET”, com Thiago Lacerda, direção de Ron Daniels.

Sobre Expedito Araujo

Curador do programa cultural Vivo EnCena, pesquisador na área de gestão cultural, com formação em artes cênicas e ciências sociais, tem mais de 10 anos de experiência na área de gestão no setor público. Destaca-se por sua atuação no processo de elaboração de diretrizes do “Projeto Bando a Parte”, do Teatrão, de Coimbra, em Portugal. Autor do livro “Núcleo Vocacional, Criação e Trajetória” (Editora SMC-SP/ 2008) e de artigos publicados em periódicos nacionais e internacionais.

Sobre o Vivo EnCena

Programa cultural para as artes cênicas, o Vivo EnCena estimula a conexão  de projetos e promove o intercâmbio de pessoas em diferentes estágios de suas carreiras. A ideia é pensar o teatro além do espetáculo e, dessa forma, estabelecer ações voltadas para difusão, circulação, mobilização e formação por todo País, compartilhando histórias inspiradoras, conceitos inovadores e ações transformadoras no âmbito das artes cênicas.

O Vivo EnCena é realizado há dois anos em 18 estados brasileiros. Já patrocinou mais de 50 projetos continuados, além de realizar ações próprias e, também, a curadoria do Teatro Vivo e do Grande Auditório do MASP, situados na capital paulista. O programa utiliza o teatro como ferramenta viva de acesso, reflexão, inclusão, autonomia e transformação com o intuito de favorecer os resultados positivos sobre a trajetória e sustentabilidade de todos.

Debates Vivo EnCena: A Arte Popular no Universo Shakesperiano, com Claudio Fontana e mediação de Expedito Araujo

24 de novembro, sábado, às 16h

 Café do Teatro – Theatro São Pedro

Entrada Franca (Entrada 30min antes do horário de início do Debates)

Fonte: Assessoria de Imprensa
TDAH -Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade



Infelizmente, muitos médicos ainda relutam em definir o diagnóstico de TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade) em seus pacientes. Isso ocorre por uma mistura de preconceito e relutância frente à real dimensão do problema, mesmo a ciência já tendo concluído que a patologia tem origem genética. Essa é a opinião da médica Drª Tatiana Freire Barbosa, neurologista infantil, especialista em TDAH e doutoranda no Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), e que desde 2002 acompanha e estuda portadores desse transtorno. Pesquisas recentes demonstram que o TDAH é uma doença de transmissão genética e com alta herdabilidade nos descendentes de pais acometidos pelo transtorno. Além de haver estudos para identificar alguns dos supostos genes envolvidos na doença, sabe-se que a mediação da dopamina nas sinapses em portadores do transtorno é mais fraca, assim como sua captação é muito mais rápido do que em pessoas não afetadas. "Sabemos que nos portadores do TDAH existe uma falha no metabolismo da dopamina, um dos neurotransmissores envolvidos nos sintomas", explica a Drª Tatiana Freire. "Hoje, o que sabemos, é que existem genes que determinam o problema, e que a alteração está no lobo frontal do cérebro e suas conexões". O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade é um dos transtornos mais frequentes em crianças na idade escolar, atingindo 3 a 5% delas. Apesar disto, o TDAH continua sendo pouco conhecido por profissionais das áreas da educação e saúde.
O desconhecimento desse quadro frequentemente acaba levando à demora do diagnóstico e do tratamento, o que acarreta prejuízo e sofrimento ao longo da vida; situações estas que poderiam ser amenizadas ou até mesmo evitadas."A detecção do TDAH é feita dimensionalmente, ou seja, a partir de características específicas e correlacionadas apresentadas pelo paciente", explica a neurologista infantil, Drª Tatiana Freire. "Infelizmente, não existe um parâmetro, um exame que possa determinar o transtorno", enfatiza. Isso explica o porquê muitos especialistas, como a doutora Tatiana, acreditam que existe um preocupante subdimensionamento do número oficial de portadores da patologia. Mesmo assim, o Brasil é o segundo maior centro produtor de estudos sobre o TDAH no mundo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. Na realidade, determinar qual o nível de atividade normal de uma criança é um assunto polêmico. A maioria dos pais tem uma certa expectativa em relação ao comportamento de seus filhos e, normalmente, esta expectativa inclui um certo grau de agitação, bagunça e desobediência, características que são aceitas como indicativos de saúde e vivacidade infantil. Por isso que os primeiros alertas sobre o TDAH surgem nas escolas. "É comum que a primeira pessoa a notar o problema seja o educador", revela a Drª Tatiana. Os principais sinais são a desatenção, a hiperatividade e a impulsividade. O TDAH na infância, pode se associar à dificuldade na escola e no relacionamento com as outras crianças, pais e professores. Os meninos tendem a ter mais sintomas de hiperatividade e impulsividade que as meninas, mas nem todos são desatentos. A maioria dos portadores de TDAH também apresentam outros transtornos, como bipolaridade de humor, transtorno de conduta, transtorno explosivo intermitente e uso de substâncias químicas (mais comum na adolescência). Um dado importante é que, de 20 a 40% dos portadores do transtorno têm distúrbios de aprendizado como dislexia (caracteriza-se por uma dificuldade na área da leitura, escrita e soletração) e/ou discalculia ( É definido como uma desordem neurológica específica que afeta a habilidade de uma pessoa de compreender e manipular números), segundo a Drª Tatiana Freire, o ideal é iniciar o tratamento por volta dos seis anos de idade, que é feito, basicamente, por meio de medicamentos e ações multidisciplinares (educadores, pedagogos, psicopedagogos, psicólogos, etc.).

Fonte: Ipanema online


Dreams 
(Tati Pereira)

I looked at you, 
you didn't noticed
your lips i kissed 
without even touch you
I can smell you, taste you
i question myself all the time
maybe one day i'll leave all 
the questions behind

maybe one day
isn't interesting this mistery?
makes it lighter, pure, innocent

Maybe one day
inside me everything fits better
well kept, secure, perfect!

Maybe one day
isn't interesting this mistery?
i question myself all the time...