domingo, 16 de junho de 2013

MARCUS VIANA




Mineiro de Belo Horizonte, Marcus Viana nasceu em uma família de músicos. Seu pai, Sebastião Viana, maestro, foi assistente e revisor das obras de Villa Lobos.
Apesar de ter crescido em um ambiente musical, Marcus só iniciou seus estudos de violino aos 13 anos com o professor húngaro radicado no Brasil, Gabor Buza.
No final da adolescência, Marcus viveu na Pensilvânia, Estados Unidos, onde participou como violinista da Orquestra Sinfônica de Harvertown e produziu suas primeiras composições.
De volta ao Brasil, passa a participar de Festivais de Música Popular em toda Minas Gerais, sendo sempre premiado com os primeiros lugares.
Apesar do intenso envolvimento com a música, Marcus se profissionaliza efetivamente a partir de sua classificação como violinista titular da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, onde permaneceu por sete anos.
Paralelamente ao trabalho na Sinfônica, sua participação no grupo Saecula Saeculorum abre-lhe as portas para o rock progressivo; após o término da banda, criou dois grupos que ensaiaram mais do que se apresentaram: "Ícaro" e "Conclave dos Druídas".
Sempre interessado em pesquisar as possibilidades de seu instrumento, Marcus passa a eletrificar o violino, desenvolvendo vários trabalhos fundindo clássico, rock e elementos da música brasileira.
Em 1979, cria o grupo Sagrado Coração da Terra, unindo música vocal e instrumental na linha do rock sinfônico progressivo com textos de orientação ecológica e espiritual. Hoje com oito álbuns lançados no Brasil (quatro deles também no Japão), o Sagrado é considerado pela crítica especializada, o maior grupo progressivo latino americano.
Na década de 80, Marcus Viana grava e excursiona pelo Brasil em tournées com Flávio Venturini, Beto Guedes, Lô Borges e Milton Nascimento.

A faixa título do segundo disco do Sagrado - "Flecha", é escolhida para integrar a trilha sonora da novela "Que rei sou eu?" da TV Globo e o Sagrado Coração da Terra grava um especial com o repertório de "Flecha" para a TV Manchete. Essa produção chama a atenção de Jayme Monjardim, então diretor artístico da emissora.
A convite de Jayme, Marcus Viana compõe o tango "Passional" para a novela "Kananga do Japão". Na produção seguinte, a novela "Pantanal", Marcus assina toda a trilha sonora instrumental, além da música de abertura e do tema de amor do casal principal da trama.
Ainda em 1990 é lançado pela Bloch Discos o CD "Pantanal - Suíte Sinfônica", o primeiro disco da trilha sonora instrumental de uma novela no Brasil.
A partir do sucesso de "Pantanal", a parceria de Marcus Viana e Jayme Monjardim se consolida, rendendo os primeiros frutos: as minisséries "Canto das Sereias" , "Filhos do Sol" e as novelas "Ana Raio e Zé Trovão".
Extremamente eclético, Marcus Viana além de produzir seus discos, compõe trilhas para novelas, filmes, peças teatrais, musicais infantis e suítes para ballet. Seu domínio sobre diversos estilos musicais, faz com que seja inúmeras vezes premiado como autor de jingles e trilhas para filmes publicitários.
Além de Jayme Monjardim, Marcus trabalhou também com os diretores Walter Avancini na novela Xica da Silva (TV Manchete) e Nilton Travesso em "Serras Azuis" e "Meu Pé de Laranja Lima" (TV Bandeirantes).
Marcus então cria a gravadora independente Sonhos & Sons - um reflexo da multiplicidade de seu talento. Pelo selo Sonhos & Sons, são lançados seus CDs infantis da "Nave dos Sonhos", a série instrumental "Trilhas e Temas" com suas trilhas sonora para a TV, a coleção "Música das Esferas", dedicada à música new age, para relaxamento, cura e meditação e também os CDs do grupo Sagrado Coração da Terra.

Com o retorno de Jayme Monjardim à TV Globo, Marcus é chamado para produzir a trilha sonora da minissérie "Chiquinha Gonzaga", realizando uma extensa pesquisa sobre a música brasileira de 1845 a 1935 e sobre a obra da grande compositora carioca.
Na seqüência, compõe a trilha sonora da novela "Terra Nostra", lançada no CD "Speranza", e da série "Aquarela do Brasil", ambas na TV Globo e com direção de Jayme Monjardim. É um ano de muitas produções fonográficas: são lançados três títulos da coleção infantil; o quinto CD do Sagrado, "A Leste do Sol, Oeste da Lua", em comemoração aos 20 anos da banda e "Terra", terceiro volume da série "Música das Esferas" (posteriormente indicado ao Grammy Latino 2001 na categoria "Melhor Álbum Instrumental Pop).
No início de 2001, Marcus produz e lança os CDs "Francisco de Assis" e "Sacred Heart of Earth", este último, uma coletânea de canções compostas na língua inglesa e voltado para o mercado internacional.

À partir do segundo semestre de 2001, Marcus Viana assume a produção musical de "O Clone", compondo toda a trilha sonora instrumental, a abertura da novela e a música "A Miragem", tema do casal Jade e Lucas , grande sucesso nas rádios de todo o país e que recebeu versão para o inglês do cantor americano Michael Bolton.

Ainda em 2001, Marcus lança o quarto volume da coleção "Música das Esferas" - "Aere" e participa como compositor, arranjador e produtor musical do CD "Velho Chico", parte de um projeto de recuperação ecológica e social do Rio São Francisco.
Em janeiro de 2002, Marcus Viana lança pela gravadora Som Livre, o CD "Maktub", com a trilha sonora instrumental da novela "O Clone" e também suas canções de personagens.
O enorme sucesso da novela em Portugal e nos Estados Unidos abre o mercado europeu e norte americano para a música de Marcus Viana, promovendo o lançamento de seus produtos no exterior.
Em 2003 Marcus assina a trilha sonora da minissérie “A Casa das Sete Mulheres”, também dirigida por Jayme Monjardim.
Em 2004 inicia-se uma nova carreira profissional para Marcus Viana... a dedicação ao cinema. Sua estréia nas telonas foi com o belíssimo filme “Olga”, que retratava a história de amor entre Luis Carlos Prestes e Olga Benário. Olga é um filme de Rita Buzzar com direção de Jayme Monjardim.
No primeiro semestre de 2005, Marcus, ainda se dedicando às telonas, assina a trilha sonora do filme “Filhas do Vento”, com direção de Joel Zito Araújo, lançado em setembro do mesmo ano.
Atualmente Marcus se dedica ao lançamento de 2 DVDs da natureza – “Sinfonia da Natureza” e “Symphony of Nature”, em parceria com Haroldo Palo Jr. e David Fortney respectivamente.



CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE (1902-1987)




Carlos Drummond de Andrade (Itabira do Mato Dentro [Itabira] MG, 1902 - Rio de Janeiro RJ, 1987) formou-se em Farmácia, em 1925; no mesmo ano, fundava, com Emílio Moura e outros escritores mineiros, o periódico modernista A Revista. Em 1934 mudou-se para o Rio de Janeiro, onde assumiu o cargo de chefe de gabinete de Gustavo Capanema, Ministro da Educação e Saúde, que ocuparia até 1945. Durante esse período, colaborou, como jornalista literário, para vários periódicos, principalmente o Correio da Manhã. Nos anos de 1950, passaria a dedicar-se cada vez mais integralmente à produção literária, publicando poesia, contos, crônicas, literatura infantil e traduções. Entre suas principais obras poéticas estão os livros Alguma Poesia (1930), Sentimento do Mundo (1940), A Rosa do Povo (1945), Claro Enigma (1951), Poemas (1959), Lição de Coisas (1962), Boitempo (1968), Corpo (1984), além dos póstumos Poesia Errante (1988), Poesia e Prosa (1992) e Farewell (1996). Drummond produziu uma das obras mais significativas da poesia brasileira do século XX. Forte criador de imagens, sua obra tematiza a vida e os acontecimentos do mundo a partir dos problemas pessoais, em versos que ora focalizam o indivíduo, a terra natal, a família e os amigos, ora os embates sociais, o questionamento da existência, e a própria poesia.







Das infinitas faces que um poeta pode ter, Carlos Drummond de Andrade, de muito bom grado, dispôs-se a mostrar-nos ao menos sete. Sacramentadas. Esses lados, essas faces, não são simples traços de estilo, certamente nem convicções quanto às formas, são algo além disso: o homem Drummond, o corpo além do poeta e, como todos os demais corpos, susceptível às passagens, mudanças e afetos do tempo. Sua passagem nos recoloca, nos re-escreve e, no poeta mineiro, haveria de fazê-lo admitir uma derrota diante de suas consumições eróticas. Nos conflitos entre as dores, a morte e a vida, o sexo aparece como peça atraente, extrapolação da vida em direção ao fim sem que necessite ser, de fato, o fim. É dessa forma que melhor se compreende a conversão do comedido mineiro em militante póstumo da sacanagem.
"O Amor Natural" não nasceu de um desvario momentâneo. O livro de poemas pornográficos, lançado em 1992, choque entre as mocinhas e senhores desavisado, expôs contornos radicais do poeta, mas o assunto já costumava aparecer em um ou outro poema, insinuadamente, fosse no embalo da união amorosa, fosse nos tons de poesia-piada, usuais no Modernismo (Era manhã de Setembro/ e/ ela me beijava o membro). Mas nesse há um desfile pelas páginas, uma galeria recheada de vulvas, línguas, falos, lambidas, pêlos.... O que mais houvesse para haver na cama entre homens e mulheres, está lá. Mas como? Aquele velhinho...?
Mario de Andrade costumava dizer que a culpa era toda da timidez. Faz todo sentido. Mas é igualmente coerente acreditar que as mudanças de comportamento que viu observar - naqueles anos de 1950, os comerciais já expunham muito mais pedaços de pele que na época dos bondes, nos anos 20, quando um tornozelo de fora era o auge do erotismo público - somadas ao avanço da idade, tenham feito nosso poeta alargar as brechas para o erotismo que já cultivava desde sempre. Mas, apesar disso, fato é que Drummond preferiu-se, num pedido compreendido e atendido, morto à época da publicação do livro. Morto quando admitisse que a pornografia venceu. Melhor assim que deixar-se entrever à frente de todos seus acessos delirantes por contornos passantes em bondes, camas ou moitas, de coxas, pernas e peitos femininos, sempre femininos. Sobre dores do ser, sobre a política e sobre as palavras, estaria a glória de um convulsivo orgasmo.
É assim que no livro, escrito em meado dos anos setenta, Drummond rende-se a produção de poemas que vão do erótico ao pornográfico, passando pelo completo despudor; versos milvalentes onde ato sexual não eleva nem rebaixa, mas sim, aceita exultante a condição simples, o exposto cru, bastante cru, de ser humano. Animal sem meias palavras: ato, suor, lugar, sémen, gemido, mamilos, modo. Uma pequena amostra dessas poéticas paixões carnais estão aqui nesta pequena seleção de cinco poemas de puro gozo retirados d´O Amor Natural.


Sugar e ser sugado pelo amor

Sugar e ser sugado pelo amor
no mesmo instante boca milvalente
o corpo dois em um o gozo pleno
Que não pertence a mim nem te pertence
um gozo de fusão difusa transfusão
o lamber o chupar o ser chupado
no mesmo espasmo
é tudo boca boca boca boca
sessenta e nove vezes boquilíngua.

A língua lambe

A língua lambe as pétalas vermelhas
da rosa pluriaberta; a língua lavra
certo oculto botão, e vai tecendo
lépidas variações de leves ritmos.
E lambe, lambilonga, lambilenta,
a licorina gruta cabeluda,
e, quanto mais lambente, mais ativa,
atinge o céu do céu, entre gemidos,
entre gritos, balidos e rugidos
de leões na floresta, enfurecidos.

A castidade com que abria as coxas

A castidade com que abria as coxas
e reluzia a sua flora brava.
Na mansuetude das ovelhas mochas,
e tão estreita, como se alargava.
Ah, coito, coito, morte de tão vida,
sepultura na grama, sem dizeres.
Em minha ardente substância esvaída,
eu não era ninguém e era mil seres
em mim ressuscitados. Era Adão,
primeiro gesto nu ante a primeira
negritude de corpo feminino.
Roupa e tempo jaziam pelo chão.
E nem restava mais o mundo, à beira
dessa moita orvalhada, nem destino.

Mimosa boca errante

Mimosa boca errante
à superfície até achar o ponto
em que te apraz colher o fruto em fogo
que não será comido mas fruído
até se lhe esgotar o sumo cálido
e ele deixar-te, ou o deixares, flácido,
mas rorejando a baba de delícias
que fruto e boca se permitem, dádiva.
Boca mimosa e sábia,
impaciente de sugar e clausurar
inteiro, em ti, o talo rígido
mas varado de gozo ao confinar-se
no limitado espaço que ofereces
a seu volume e jato apaixonados
como podes tornar-te, assim aberta,
recurvo céu infindo e sepultura?
Mimosa boca e santa,
que devagar vais desfolhando a líquida
espuma do prazer em rito mudo,
lenta-lambente-lambilusamente
ligada à forma ereta qual se fossem
a boca o próprio fruto, e o fruto a boca,
oh chega, chega, chega de beber-me,
de matar-me, e, na morte, de viver-me.
Já sei a eternidade: é puro orgasmo.

Sem que eu pedisse, fizeste-me a graça

Sem que eu pedisse, fizeste-me a graça
de magnificar meu membro.
Sem que eu esperasse, ficaste de joelhos
em posição devota.
O que passou não é passado morto.
Para sempre e um dia
o pênis recolhe a piedade osculante de tua boca.
Hoje não estás nem sei onde estarás,
na total impossibilidade de gesto ou comunicação.
Não te vejo não te escuto não te aperto
mas tua boca está presente, adorando.
Adorando.

Nunca pensei ter entre as coxas um deus.




Minas Gerais



Antes de se chamar Minas Gerais, o estado teve outros nomes como Campos de Cataguás na época das entradas e bandeiras, Capitania de Minas Gerais, Província de Minas Gerais e outros .

A região do atual estado de Minas Gerais, no Brasil, foi ocupada, até o século XVI, por povos indígenas do tronco linguístico macro-jê: os xacriabás, os maxacalis, os crenaques, os aranãs, os mocurins, os atu-auá-araxás e os puris, entre outros. O desbravamento europeu da região teve início no século XVI, por entradas que partiam da Bahia e de São Paulo e que buscavam ouro, pedras preciosas e escravos índios.

1708/1709 - Guerra dos Emboabas

Os paulistas, que nessa época exploravam a região mineradora em nosso Estado, estavam se sentindo prejudicados com a chegada de portugueses, baianos e outros povos. Isso porque os lucros da terra e do ouro e o domínio social passaram a ter que ser divididos. Os paulistas chamavam os forasteiros de emboaba (por causa das botas compridas que usavam) . E devido à enorme desavença entre eles, em 1708 ocorreu a guerra civil na região do Rio das Velhas (arraial de Caeté). Os emboabas eram comandados pelo português Manuel Nunes Viana e os paulistas por Manuel Borba Gato. Os paulistas foram traídos e, em 1709 as minas estavam no poder dos emboabas .

1720 - Levante de Vila Rica

Vila Rica era a capital da Capitania de Minas Gerais e lá reinava um intenso comércio de ouro. E como o ouro em pó era farto na região, tudo girava em torno desse metal precioso. O rei português cobrava do povo inúmeros impostos e nada fazia pela terra. Havia o chamado quinto do ouro, uma taxa de lucro sobre o trabalho de mineracão que todo minerador tinha de pagar. Havia também o imposto sobre o número de escravos que o senhor possuía, dentre outros. Revoltada, a população começou a contrabandear ouro em pó e em pepitas. Com isso, o governo mandou instalar as Casas de Fundição, onde o ouro era transformado em barras, evitando assim o contrabando .

Mineradores e proprietários pediram ao governo que não pusesse em prática essa ideia. O governador cedeu até saber de uma conspiração contra ele. Os revoltosos Filipe dos Santos e Pascoal da Silva foram presos, sendo que Filipe foi condenado à morte. Essa foi a primeira lição dada pelo governo português para conseguir a obediência de todo povo brasileiro.

Depois do Levante de Vila Rica, o território mineiro se desligou de São Paulo, em 1720 , para formar a Capitania de Minas Gerais.

1789 - A Inconfidência Mineira

A Inconfidência Mineira, ou Conjuração Mineira, foi uma manifestação do Brasil colônia que tinha a intenção de romper com Portugal para se tornar uma terra livre. Existia muita opressão em Minas Gerais e com isso, inúmeras eram as revoltas populares contra o governo .

Os filhos dos ricos proprietários da capitania iam estudar na Europa e voltavam com idéias de liberdade, sugerindo à população que se organizasse em uma nação independente. Em 1789, um grupo de intelectuais, mineradores, clérigos e militares se organizaram em uma conspiração antiportuguesa. O movimento ocorreu principalmente por dois motivos: primeiro por causa da derrama, que era a cobrança dos impostos atrasados que recaía sobre ricos e pobres. Segundo pelo desejo de tornar a colônia uma nação livre e independente.

Os inconfidentes eram pessoas ligadas às atividades de extração mineral ou à produção agrícola. Eram instruídos e muitos deles haviam estudado na Europa. Tiradentes, o líder da conspiração, foi o único inconfidente que não tinha posses. Ele fazia parte da classe média.

Achegada de Luís Antônio Furtado de Mendonça, o visconde de Barbacena, incumbido de lançar a derrama, foi a gota d' água para transbordar a indignação dos mineiros .

Os inconfidentes foram apoiados por muitos fazendeiros. Entre eles estava o coronel Silvério dos Reis, que em 1789 contou a trama ao visconde de Barbacena com medo das conseqüências do movimento inconfidente. Assim, suas dívidas com a Coroa foram perdoadas e todos os conspiradores foram presos. Tiradentes assumiu toda a culpa para livrar seus companheiros e acabou sendo publicamente enforcado e esquartejado .

De 1720 a 1808 Minas foi Capitania. A partir desta data tornou-se Província de Minas Gerais, até o Brasil se transformar em uma República, em 15 de novembro de 1889. Depois disso, cada Província passou a se chamar Estado e a Província de Minas Gerais passou a se chamar Estado de Minas Gerais.

1963- A bandeira de Minas Gerais

A bandeira do estado de Minas Gerais foi instituída no dia 8 de janeiro de 1963. Ela é baseada na bandeira que seria adotada após a Inconfidência Mineira e a Independência do Brasil. O triângulo simboliza a Santíssima Trindade. Já a expressão "Libertas quae sera tamen" significa em latim "Liberdade antes que tardia". É uma expressão tirada de um verso de Virgílio, grande poeta romana da antiguidade. A cor vermelha do triângulo foi escolhida pela Assembleia Legislativa, pois representa o ideal revolucionário.



Igreja de São Francisco de Assis, em São João del Rel. Construção iniciada em 1774, em estilo barroco mineiro. A cidade, que começou como um arraial no início século 18, prosperou com a descoberta de ouro na região.


A Palavra Minas - Carlos Drummond de Andrade

Minas não é palavra montanhosa.
É palavra abissal. Minas é dentro e
fundo.

As montanhas escondem o que é Minas.
No alto mais celeste, subterrânea,
é galeria vertical varando o ferro
para chegar ninguém sabe onde.

Ninguém sabe Minas. A pedra
o buriti
a carranca
o nevoeiro
o raio
selam a verdade primeira, sepultada
em eras geológicas de sonho.

Só mineiros sabem. E não dizem
nem a si mesmos o irrevelável segredo
chamado Minas.



                                                   "Todos os sonhos barrocos deslizando pela pedra..."
                                                                                                                        (Cecília Meirelles)